Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

29
abr
2017

Biografia resgata Teotônio Vilela, que abandonou a ditadura quando ainda era “bom” defendê-la.

A Editora Record lança em maio o livro “Senhor República — A Vida Aventurosa de Teotônio Vilela, um Político Honesto”, do jornalista Carlos Marchi (autor de uma biografia decente do jornalista Carlos Castelo Branco).

Teotônio Vilela é (reluto em dizer era) um político raro. Antônio Carlos Magalhães, Aureliano Chaves, José Sarney e Marco Maciel abandonaram a ditadura civil-militar no momento em que já não era positivo e produtivo defendê-la. São filhos das mudanças de 1982, 1984 e 1985. São homens do poder, qualquer que seja. São homens de transições e, alguns deles (consta que Aureliano e Maciel permaneceram íntegros), de transações. Mas há indivíduos que deixaram o regime militar no momento “errado”, ou seja, quando ainda era positivo defendê-lo para extrair benesses. Pois Teotônio Vilela abandonou a ditadura, quando ela ainda era boa para seus aliados, e migrou para a oposição, aliando-se ao MDB-PMDB. Porém, quando a democracia começou a ser retomada, morreu de câncer.

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