Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

16
jun
2017

Notícia | Dulce Maia e a resistência sem trégua

Ela pesava apenas 38 quilos quando foi fotografada pela polícia política na segunda-feira 15 de junho de 1970. Estava no Aeroporto do Galeão, no Rio, prestes a embarcar no avião que a levaria, junto com outros 39 presos políticos e quatro crianças, para fora do Brasil. Haviam sido trocados pelo embaixador da Alemanha, Ehrenfried Von Holleben, sequestrado pela guerrilha três dias antes.

Primeira mulher presa pela ditadura por atuar na luta armada, Dulce era mestre em fazer conexões. No final dos anos 1960, ao mesmo tempo em que trabalhava como produtora cultural e circulava entre artistas, ela alinhavava uma série de atividades clandestinas, a começar por fazer a ponte entre a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) de Carlos Lamarca, à qual pertencia, e a Ação Libertadora Nacional (ALN) de Carlos Marighella.

Leia mais: Brasileiros