Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

20
ago
2017

Notícia | Ao menos 1.250 sorocabanos foram alvos da ditadura

Viver em Sorocaba durante a ditadura militar (1964-1985) era estar sob constante vigilância. Uma reunião de bairro, uma missa, um culto, uma celebração entre amigos e, principalmente, encontros sindicais e políticos poderiam ser alvo de investigação do temido Dops (Departamento de Ordem Política e Social), o órgão de repressão do governo. Em Sorocaba, ao menos 1.250 pessoas foram monitoradas, fichadas, detidas para prestar depoimento ou presas. Eram sindicalistas, políticos, religiosos, empresários, estudantes, professores, líderes comunitários, artistas e operários. Ser membro de uma associação, sindicato, agremiação ou diretório estudantil era um caminho certo para ser visto como suspeito, e ter a vida investigada pelo governo. Além de personalidades conhecidas da cidade, como Aldo Vannucchi, o ex-vereador Osvaldo Noce e a líder operária Salvadora Lopes, muitas pessoas anônimas entraram no radar do Dops, sem sequer suspeitar que eram vigiadas, citadas em documentos e tinham suas vidas vasculhadas pelos agentes da repressão.

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