Histórias da Ditadura

Hoje na Imprensa

02
maio
2017

O exemplo da Revolução dos Cravos: fascismo nunca mais!

Desde pequeno ouço falar da Revolução dos Cravos – o “25 de Abril”, como dizem os portugueses, dia que marcou a derrubada do regime salazarista em 1974. Não que eu tenha aprendido sobre o assunto na escola. A queda da ditadura fascista que oprimiu os portugueses por 41 anos, o breve período revolucionário que se seguiu a ela e a posterior consolidação da democracia em terras lusitanas não parecem suficientemente importantes para estarem no currículo escolar brasileiro.

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E como escreveu o historiador Rui Tavares – fundador do Livre, um novo partido de esquerda português – em sua coluna no jornal “Público”, “fascismo nunca mais” é para levar a sério. Não se trata de um grito vazio ou de um slogan ultrapassado em um mundo que já amargou o poder dos sanguinários Salazar, Franco, Hitler, Mussolini, Pinochet, Stroessner e, no nosso caso, Costa e Silva, Médici, Geisel e tantos outros. Trata-se sim, de um grito necessário em um mundo que convive com Trump, Marie Le Pan, Geert Wilders, Yisrael Beiteinu ou, no nosso caso, Bolsonaro, Temer e seus comparsas, e tantos outros fascistóides ao redor do mundo.

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